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Primeira Lei de Mendel: os fundamentos da hereditariedade

A Primeira Lei de Mendel representa o ponto de partida da genética clássica e explica, de maneira objetiva, como as características hereditárias passam dos pais para os descendentes. Desde então, esse princípio se tornou essencial para compreender a herança biológica. Nesse contexto, o monge e naturalista Gregor Mendel, considerado o pai da Genética, conduziu experimentos que mudaram definitivamente a Biologia. Assim, por meio de cruzamentos com ervilhas (Pisum sativum), Mendel demonstrou que os fatores hereditários — hoje chamados genes — seguem padrões bem definidos de transmissão.

Gregor Mendel e o início da genética científica

Gregor Mendel era um monge austro-húngaro com profundo interesse pela botânica. Inicialmente, ele buscava compreender por que determinadas características apareciam em algumas gerações e desapareciam em outras. Para isso, Mendel escolheu as ervilhas como organismo experimental, pois apresentavam fácil cultivo e características contrastantes bem definidas.

Além disso, essas plantas possuíam ciclo de vida curto, o que facilitava a observação de várias gerações em pouco tempo. Dessa forma, Mendel analisou sete características principais, como cor da flor, formato e cor das sementes e posição das vagens. Consequentemente, ele conseguiu identificar padrões matemáticos consistentes na herança dessas características.

Os experimentos clássicos com ervilhas

Inicialmente, Mendel realizou cruzamentos entre plantas geneticamente puras, isto é, plantas que sempre produziam descendentes com a mesma característica. Por exemplo, ao cruzar uma planta de sementes amarelas com outra de sementes verdes, todos os descendentes da primeira geração (F₁) apresentaram sementes amarelas.

Portanto, Mendel concluiu que a característica “semente amarela” era dominante, enquanto a “semente verde” era recessiva. Posteriormente, ao cruzar os indivíduos da geração F₁ entre si, ele observou que a geração F₂ apresentava uma proporção aproximada de 3:1. Assim, essa repetição de resultados confirmou que os fatores hereditários não se misturam, mas se separam e se reorganizam a cada geração.

Esquema do cruzamento monohíbrido (AA × aa → F₁ → F₂).

O enunciado da Primeira Lei de Mendel

Com base em seus experimentos, Mendel formulou a Primeira Lei de Mendel, também chamada de Lei da Segregação dos Fatores. Segundo essa lei:

Cada característica é determinada por um par de fatores que se separam durante a formação dos gametas, de modo que cada gameta recebe apenas um fator de cada par.

Em outras palavras, os alelos se separam durante a meiose. Consequentemente, cada gameta carrega apenas uma versão do gene. Depois disso, na fecundação, os alelos se recombinam, formando o genótipo do novo indivíduo.

Conceitos fundamentais para entender a Primeira Lei de Mendel

Para compreender plenamente a Primeira Lei de Mendel, é necessário dominar alguns conceitos básicos da genética. Nesse sentido, os principais termos incluem:

Termo Definição
Gene Unidade hereditária responsável por uma característica.
Alelo Forma alternativa de um gene.
Genótipo Conjunto de alelos do indivíduo.
Fenótipo Característica observável resultante do genótipo.
Homozigoto Indivíduo com alelos iguais.
Heterozigoto Indivíduo com alelos diferentes.

Assim, Mendel demonstrou que a herança genética segue regras previsíveis. Além disso, esses conceitos permanecem fundamentais para toda a genética moderna.

Tabela de cruzamento genetico

Importância biológica e científica da Primeira Lei de Mendel

A Primeira Lei de Mendel estabeleceu as bases da Genética como ciência experimental. Desde então, pesquisadores utilizam esse princípio para compreender padrões hereditários em plantas, animais e seres humanos.

Por exemplo, essa lei ajuda a explicar doenças genéticas simples, como albinismo e fibrose cística. Além disso, ela orienta práticas agrícolas, programas de melhoramento genético e estudos em biotecnologia. Portanto, a Primeira Lei de Mendel não apenas explica a herança, mas também sustenta avanços científicos até os dias atuais.

Referências 

LINHARES, Sérgio; GEWANDSZNAJDER, Fernando. Biologia Hoje. São Paulo: Ática, 2010.
PAULINO, Wilson R. Biologia Atual: Seres Vivos, Fisiologia. São Paulo: Ática, 1997.
SANTOS, Fernando S. dos; AGUILAR, João B. V.; OLIVEIRA, Maria M. A. de (org.). Biologia: ensino médio – 2º ano. São Paulo: Edições SM, 2010.
GRIFFITHS, A. J. F. et al. Introdução à Genética. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

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